quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Interior

Ela andava pela sala com aquele velho moletom de sempre. Parada, ficou observando a chuva. Com o rosto que aparentava estar cansado e o cabelo totalmente bagunçado. Quem observava, dizia que ela parecia estar morta e sem ânimo. Parecia que não existia mais vida naquele corpo. Ela pegou um velho álbum de fotos e desejou que tudo fosse esquecido. Impossível, pois restaram milhares de lembranças. Não sei explicar como foi que aconteceu. Mas, ela foi se acostumando. E aos poucos não restava mais dor alguma. Ela secou. Secou tudo aquilo que machucava demais, secou tudo que era intenso demais. Tudo se perdeu, até as lágrimas. Hoje, ela sabe que nenhuma saudade vai machucá-la. E que nenhuma vazio vai incomodá-la. Sem esperar nehuma mudança, ela mudou. O sorriso dela se manifestou. E com um brilho tão intenso que ofuscou o sol. Ela seguiu em frente e nem percebeu como o tempo passou rápido. E acabou levando consigo tudo que fazia mal. E aí, ela percebeu que nem sentiu falta daquilo que foi embora.

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